Hoje dia 31 de outubro se comemora o Halloween, mas conhecido no
Brasil como o “Dia das Bruxas”. As comemorações do
Halloween são mais comuns nos países anglo-saxônicos, em especial
nos Estados Unidos. No Brasil a confraternização do “Dia das
Bruxas” vem se tornando cada vez mais conhecida e praticada
pela sociedade. A tradição do Halloween pelo mundo Essa festa se
refere ao dia de todos os Santos e simultaneamente ao dia de
finados. Geralmente o Halloween é mais difundido em países de
língua anglo-saxônica, os países de língua hispânica não celebram
essa festa, e sim o dia dos mortos, no oriente médio esse período é
marcado pela tradição e crença popular. Na Espanha, assim como no
Brasil, é comemorado o dia de todos os santos, a data destinada a
esse evento é o dia 1o e 2 de novembro, sendo respectivamente
comemorados o dia de todos os santos e finados, no último as
pessoas tributam os mortos levando flores aos túmulos. A Irlanda é
considerada o “berço” da tradição do Halloween, as
pessoas comemoram construindo fogueiras, no caso, os adultos, pois
as crianças andam nas ruas exclamando o famoso “trinks or
treats”, que traduzido significa “doces ou
travessuras”. No território do México comemora-se no dia 1o
de novembro o dia dos anjinhos, chamados também de dia dos
inocentes, no qual é celebrada a memória de crianças mortas antes
de serem batizadas. O dia dos mortos (El dia de los Muertos) é
celebrado no dia 2 de novembro, é bastante difundido no país, as
pessoas festejam o dia levando aos túmulos tudo aquilo que o morto
mais gostava, no dia que antecede o evento reúne-se parentes e
amigos para comer e beber e ficam a esperar os mortos na madrugada.
Nesse período é comum a produção e distribuição de caveiras doces
(de chocolate, marzipã e açúcar). Na Tailândia é realizada
anualmente a festa Phi Ta Khon, o dia é celebrado com música e
desfiles, junto levam a imagem de Buda, segundo eles os Vietnamitas
Fantasmas e espíritos circulam dentre os homens. História do
Halloween Em declaração feita no ano de 2009, o Vaticano condenou o
Halloween como uma festa perigosa carregada por vários elementos
anticristãos. No Brasil, observamos que algumas pessoas torcem o
nariz para a comemoração do evento por entendê-lo como uma
manifestação distante da nossa cultura. No fim das contas, muito se
diz a respeito, mas poucos são aqueles que examinam minuciosamente
os significados e origens de tal festividade. Desde a Antiguidade,
observamos que várias festividades populares eram cercadas pela
valorização dos opostos que regem o mundo. Um dos mais claros
exemplos disso ocorre com relação ao carnaval, que antecede toda a
resignação da quaresma. No caso do Halloween, desde muito tempo, a
festividade acontece um dia antes da “festa de todos os
santos” e, por isso, tem seu nome inspirado na expressão "All
hallow's eve", que significa a “véspera de todos os
santos”. Pelo fato do 1° de novembro estar cercado de um
valor sagrado e extremamente positivo, os celtas, antigo povo que
habitava as Ilhas Britânicas, acreditavam que o mundo seria
ameaçado na véspera do evento pela ação de terríveis demônios e
fantasmas. Dessa forma, o “halloween” nasce como uma
preocupação simbólica onde a festa cercada por figuras estranhas e
bizarras teria o objetivo de afastar a influência dos maus
espíritos que ameaçariam suas colheitas. No processo de ocupação
das terras europeias, os povos pagãos trouxeram esta influencia
cultural em pleno processo de disseminação do cristianismo.
Inicialmente, os cristãos celebravam a todos os santos no mês de
maio. Contudo, por volta do século IX, a Igreja promoveu uma
adaptação em que a festa sagrada fora deslocada para o 1° de
novembro. Dessa forma, os bárbaros convertidos se lembrariam da
festa cristã que sucederia a antiga e já costumeira celebração do
halloween. Por ter essa relação intrínseca ao mundo dos espíritos,
o halloween foi logo associado à figura das bruxas e feiticeiras.
Na Idade Média, elas se tornaram ainda mais recorrentes na medida
em que a Inquisição perseguiu e acusou várias pessoas de exercerem
a bruxaria. Da mesma forma, os mortos também se tornaram comuns
nesta celebração, por não mais pertencerem a essa mesma realidade
etérea. Entre todos os desalmados, destaca-se a antiga lenda de
Stingy Jack. Segundo o mito irlandês, ele teria convidado o Diabo
para beber com ele no dia do Halloween. Após se fartarem em bebida,
o astuto Jack convenceu o Diabo a se transformar em uma moeda para
que a conta do bar fosse paga. Contudo, ao invés de saldar a
dívida, Jack pregou a moeda em um crucifixo. Para se livrar da
prisão, o Diabo aceitou um acordo em que prometia nunca importunar
Jack. Dessa forma, ele foi libertado e nunca mais importunou o
homem. Entretanto, Jack morreu e não foi aceito nas portas do céu
por ter realizado um trato com o demônio. Ao descer para os
infernos, também foi rejeitado pelo Diabo por conta do trato que
possuíam. Vendo que Jack estava solitário e perdido, o demônio lhe
entregou um nabo com carvão que lhe serviu de lanterna. Ao chegarem
à América do Norte, os irlandeses trouxeram a festa do Halloween
para as Américas e transformaram a lanterna de Jack em uma abóbora
iluminada com feições humanas. Os disfarces e máscaras, tão usadas
pelos participantes da festa, seriam uma forma de evitar que fossem
reconhecidos pelos espíritos que vagam neste dia. Atualmente, as
fantasias são utilizadas por crianças que batem às portas exigindo
guloseimas no lugar de alguma travessura contra o proprietário da
casa. De fato, a celebração do Halloween remete a uma série de
antigos valores da cultura bárbaro-cristã que se forma na Europa
Medieval. Nessa época, várias outras festas celebravam o processo
de movimentação do mundo ao destacar os opostos que configuravam o
seu mundo. No jogo de oposições simbólicas, mais do que o valor de
um simples embate, o homem acaba por visualizar a alternância e a
transformação enquanto elementos centrais da vida.
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